quinta-feira, outubro 23, 2003

Estes humanos são doidos!

Estupefacto fiquei!
- Em casa, para almoçar;
- Notícias, às 13:00h, RTP 1, Jornal da Tarde;
A história:
- Estados Unidos da América - Estado da Flórida;
- Há alguns anos, um semi-fulminante ataque cardíaco transforma uma bela mulher (são todas, pois são!) num verdadeiro vegetal (não, Srs. da Quercus, não tenho nada contra os Vossos vegetais);
- Cerebral e fisicamente está K.O.;
- Encontra-se totalmente dependente de terceiros;
- Ingerir hamburguers, papinhas Nestum ou bacalhau à Gomes de Sá, só mesmo através de um tubinho, que faz ligação directa ao estômago.
Seguindo:
- A infeliz expressou (como? boa questão...) vontade de deixar de viver.
Normal, não acham?!? Adiante:
- Um tribunal decide que ela, devidamente assistida por médicos, pode exercer o direito de terminar com a sua própria vida.
Para o juiz, a dita cuja pode morrer à vontade. “Desde que não me suje a sala de audiências! Quero é se lixem todos! Hoje ainda é Quarta-feira e a Okzana só me vem fazer as limpezas ao Sábado!”, desabafou o Meritíssimo perante os jornalistas presentes.
Método escolhido para provocar-lhe a morte:
(Perdoem-me, mas tenho de dar uma grande gargalhada: AHAHAHAHAHAHAHAH!!! É do nervoso. Mas passa.)
- A solução passava (porque, até ver, por intervenção do Governador do Estado da Flórida já não vai passar) por, simplesmente, não a alimentarem! Sim, os Srs. Drs. Médicos estimaram que a triste senhora não resistiria mais de quinze dias(!!!) sem se alimentar! Cortavam-lhe o rancho e... zimba! R.I.P. Nem mais. Quem se havia de lembrar...
Não acham chocante? Tantos anos a estudar medicina para propor uma solução tão óbvia?!? E onde pára o humor, hem???
Então não seria melhor dar-lhe uma pancadaria e atirá-la, na maca, pela escada abaixo?
Ou sufocá-la com o teddy bear que guardava desde a infância?
Ligar-lhe o tubo da comida a uma garrafa com hélio (é o gás dos balões, não é?) e lançá-la na atmosfera? Isso é que era!
Ou... (imaginem vocês, que este é um blog interactivo!)
Eu próprio lhe teria enviado uma cassetezita com os Greatest Hits do Roberto Leal, para que a ouvisse non-stop, até ao último suspiro.
Deus (esse grande malandro, pá!) nos livre! Qualquer coisa seria menos cruel...
O que me vale é que ainda julgo (espero!) não ter compreendido bem o teor da reportagem. Mas, só o pensar na possibilidade de tal acontecer, deu-me vontade de escrever.
Amigos e amigas, azar!

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