Desta vez, fica aqui o meu palpite:
Portugal 2 - Rússia 0
E, dê por onde der, garanto-vos que não vou ser mais um execrável "treinador de bancada". Querem mais? Façam-no. Que isto de só andar a mandar nêsperas e ficar-se pelo conforto do sofá, com a cerveja numa mão e o tremoço na outra, já começa a fartar.
Certamente que ninguém no país quererá dignificar mais as nossas cores do que os atletas, os treinadores e afins que por lá andam a trabalhar, para nos encherem o ego de um passageiro orgulho.
A evidência do esforço, essa, a mim, satisfaz-me.
quarta-feira, junho 16, 2004
segunda-feira, junho 14, 2004
Palpite 2
Afinal, ter um blog, a maior parte das vezes, não é mais do que pôr a arejar(?)/secar(?) o nosso interior.
Não andamos lá por fora a mostrar o nosso, o verdadeiro, rabo, pois não?
Mas aqui... são só rabiosques. Os gordos, os bronzeados com marca de tanga, os bonitos, os enfezados, os dos que saíram ao pai, os de pele casca de laranja, as bundjinhas, os dos que levam no pacote, enfim... aqui estamos expostos. Ou expomo-nos. Ou então, não.
Não andamos lá por fora a mostrar o nosso, o verdadeiro, rabo, pois não?
Mas aqui... são só rabiosques. Os gordos, os bronzeados com marca de tanga, os bonitos, os enfezados, os dos que saíram ao pai, os de pele casca de laranja, as bundjinhas, os dos que levam no pacote, enfim... aqui estamos expostos. Ou expomo-nos. Ou então, não.
Vermelhinhas
Palpitou-me, na altura, que estariam só a arejar... vestígios de uma noite bem passada. À espera de voltarem a ser vestidas, antes de um ressacado regresso a casa.
E não, não vou fazer óbvios trocadilhos pseudo-jocosos, do tipo: "Deve ter sido uma queca divina!" ou "Oh meus Deus! É tão bom, não foi?" ou outros gracejos primitivos que tais...
E não, não vou fazer óbvios trocadilhos pseudo-jocosos, do tipo: "Deve ter sido uma queca divina!" ou "Oh meus Deus! É tão bom, não foi?" ou outros gracejos primitivos que tais...
domingo, junho 13, 2004
X
Como comprometido, fui votar.
É quase como dar sangue. Não custa nada. E eu gosto de pensar que ao votar adquiro o direito de reinvindicar.
E até foi giro. Descobrir que, afinal, haviam muitos mais concorrentes na candidatura a Estrasburgo e Bruxelas. O "Movimento pelo Doente" sensibilizou-me. Para quando o "Movimento pelo Ressacado"?
É quase como dar sangue. Não custa nada. E eu gosto de pensar que ao votar adquiro o direito de reinvindicar.
E até foi giro. Descobrir que, afinal, haviam muitos mais concorrentes na candidatura a Estrasburgo e Bruxelas. O "Movimento pelo Doente" sensibilizou-me. Para quando o "Movimento pelo Ressacado"?
Viva!
Portugal perdeu, viva Portugal!
Nem sempre esclarecidos, nem sempre iluminados, mas nunca derrotados. É regra ensinar aos mais novitos que mais importante do que ganhar, é esforçar-se para o conseguir. E os jogadores lusitanos fizeram-no. Eu acho.
Nem sempre esclarecidos, nem sempre iluminados, mas nunca derrotados. É regra ensinar aos mais novitos que mais importante do que ganhar, é esforçar-se para o conseguir. E os jogadores lusitanos fizeram-no. Eu acho.
sexta-feira, junho 11, 2004
Lindíssimo
É um luxo, pá!
Feriados em dias consecutivos, seguidos de um fim de semana cheio de Euro-animação.
É lindo. Vai ser.
Hoje não fiz a prostituta de um corno. Aliás, neste momento todos os tugas estão a pagar-me para escrever esta baboseirada.
Ai não deram a tolerância?!? Então, olhem, que se montem!
Estamos em zelo. É dia de luto nacional e, aqui, a malta cumpre-o com o pesar próprio dos lutadores de Sumo. Mas sem pesadelo. Não há stress que me faça levantar desta bendita cadeira. Quer dizer, 17:30h a malta desanda, claro. Mas acho que vou mesmo gastar-lhe os rodízios, arrastando-me até à porta do elevador.
Amanhã, então, poderão voltar a ver-me. Frente a um qualquer ecrã gigante, a torcer pela minha equipa. Cachecol em riste, sofrendo, como muitos milhões de portugueses e gregos. E espanhóis. E russos. E, friso, disse "como muitos", não como todos. Porque, sim, nem todos temos de viver estas emoções do desporto-jogado com o mesmo entusiasmo.
Eu, cá por mim, vou deixar-me levar por esta onda verde-rubra. Na pura!
Já no Domingo, esse dia mítico, vou voltar a tirar por alguém, mas nem sei por qual das sensaboronas selecções lusas puxar.
Se pudesse puxava pela cabeça do Pinheiro. Só para lhe arrancar aquele ar burguês. Eh pá, não sei, mas não gosto.
Votar numa memória também não me parece nada bem...
Enfim, sobram as minorias... os votos inutéis. À esquerda, inevitavelmente. Porque aos outros nem uma linha lhes dedico (somente 44 caracteres, espaços incluídos).
Sem cachecol, bandeira ou entusiasmo, irei votar. Ah! E já aviso: logo de manhã, vou ao cais para mijar no mar. Ah pois! Agora atrevam-se a ir para a praia... Urino, logo votamos!
Feriados em dias consecutivos, seguidos de um fim de semana cheio de Euro-animação.
É lindo. Vai ser.
Hoje não fiz a prostituta de um corno. Aliás, neste momento todos os tugas estão a pagar-me para escrever esta baboseirada.
Ai não deram a tolerância?!? Então, olhem, que se montem!
Estamos em zelo. É dia de luto nacional e, aqui, a malta cumpre-o com o pesar próprio dos lutadores de Sumo. Mas sem pesadelo. Não há stress que me faça levantar desta bendita cadeira. Quer dizer, 17:30h a malta desanda, claro. Mas acho que vou mesmo gastar-lhe os rodízios, arrastando-me até à porta do elevador.
Amanhã, então, poderão voltar a ver-me. Frente a um qualquer ecrã gigante, a torcer pela minha equipa. Cachecol em riste, sofrendo, como muitos milhões de portugueses e gregos. E espanhóis. E russos. E, friso, disse "como muitos", não como todos. Porque, sim, nem todos temos de viver estas emoções do desporto-jogado com o mesmo entusiasmo.
Eu, cá por mim, vou deixar-me levar por esta onda verde-rubra. Na pura!
Já no Domingo, esse dia mítico, vou voltar a tirar por alguém, mas nem sei por qual das sensaboronas selecções lusas puxar.
Se pudesse puxava pela cabeça do Pinheiro. Só para lhe arrancar aquele ar burguês. Eh pá, não sei, mas não gosto.
Votar numa memória também não me parece nada bem...
Enfim, sobram as minorias... os votos inutéis. À esquerda, inevitavelmente. Porque aos outros nem uma linha lhes dedico (somente 44 caracteres, espaços incluídos).
Sem cachecol, bandeira ou entusiasmo, irei votar. Ah! E já aviso: logo de manhã, vou ao cais para mijar no mar. Ah pois! Agora atrevam-se a ir para a praia... Urino, logo votamos!
quinta-feira, junho 10, 2004
Em frente
Oh Marronco, tanta é a gente que morre à nossa volta, mas a verdade é que o dia continua a correr-nos muito bem.
Que esses descansem em Paz - parece que é a tónica do dia - que eu também o vou fazer, mas cá por baixo.
Fiz o que gosto, falei com quem gosto, estive onde gosto.
Enfim, Marroncão, deixo-te também como gosto: :-).
Que esses descansem em Paz - parece que é a tónica do dia - que eu também o vou fazer, mas cá por baixo.
Fiz o que gosto, falei com quem gosto, estive onde gosto.
Enfim, Marroncão, deixo-te também como gosto: :-).
terça-feira, junho 08, 2004
Alguém
Alguém viu a dor?
A dor da carne. A dor dolorosa.
Aquela que nos rasga, invade, trespassando-nos de desespero?
Não, neste blog não a viram.
Nem a vão ver. Pois, que ela também anda lá por fora.
Talvez ela não nos rasgue. Que a sua invasão possa ser rebatida. Que o desespero não seja mais do uma fuga. Ou que até este não exista.
Pois, isso eu também não sei.
A dor da carne. A dor dolorosa.
Aquela que nos rasga, invade, trespassando-nos de desespero?
Não, neste blog não a viram.
Nem a vão ver. Pois, que ela também anda lá por fora.
Talvez ela não nos rasgue. Que a sua invasão possa ser rebatida. Que o desespero não seja mais do uma fuga. Ou que até este não exista.
Pois, isso eu também não sei.
Terça
Afinal, este blog não sou eu.
Não me reduzo ao que escrevo. Não sou aquilo que me deixo ler. Não existo enquanto ser escrevinhador, solitário frente a um qualquer monitor, reflectindo, gracejando ou simplesmente arrotando sentimentos de partilha comunitária.
A verdade está lá fora. A verdade não é mais do que o quotidiano.
Aí revejo-me. Aí encontro-me com as minhas imperfeições, os meus medos e inseguranças.
Nesse balanço faz-se o meu Eu. Das idas e regressos, dos desvarios e desavindas sou feito. Que, daqui só me saem letras, não sorrisos, não negações, não egoísmos, nem irritações.
Venham daí essas relações, esses convívios tantas vezes fartos de decepção.
Quero é viver. Porque mais não faço do que reviver.
Este é o sítio das retrospectivas, do raciocínio desfasado de situação, de sentimentos que, de tão límpidos, não têm ponto de confluência. Aqui, tudo é paralelo. Não há encontros.
Tudo sai, como sai. Sem ter em conta que lá fora, na rua, todos pensam assim, só não descobriram um espaço onde despejar semelhantes fardos.
E hoje até está Sol.
Não me reduzo ao que escrevo. Não sou aquilo que me deixo ler. Não existo enquanto ser escrevinhador, solitário frente a um qualquer monitor, reflectindo, gracejando ou simplesmente arrotando sentimentos de partilha comunitária.
A verdade está lá fora. A verdade não é mais do que o quotidiano.
Aí revejo-me. Aí encontro-me com as minhas imperfeições, os meus medos e inseguranças.
Nesse balanço faz-se o meu Eu. Das idas e regressos, dos desvarios e desavindas sou feito. Que, daqui só me saem letras, não sorrisos, não negações, não egoísmos, nem irritações.
Venham daí essas relações, esses convívios tantas vezes fartos de decepção.
Quero é viver. Porque mais não faço do que reviver.
Este é o sítio das retrospectivas, do raciocínio desfasado de situação, de sentimentos que, de tão límpidos, não têm ponto de confluência. Aqui, tudo é paralelo. Não há encontros.
Tudo sai, como sai. Sem ter em conta que lá fora, na rua, todos pensam assim, só não descobriram um espaço onde despejar semelhantes fardos.
E hoje até está Sol.
segunda-feira, junho 07, 2004
110
Para os ainda cépticos, cá está a derradeira prova:
"Casal Felicidade 110".
Sr. e Sra. Felicidade existem e vivem em floral harmonia numa simpática terreola deste nosso país.
I've seen the light! Eu estive lá. Também sou feliz. Ou não. Mas isso agora...
"Casal Felicidade 110".
Sr. e Sra. Felicidade existem e vivem em floral harmonia numa simpática terreola deste nosso país.
I've seen the light! Eu estive lá. Também sou feliz. Ou não. Mas isso agora...
sexta-feira, junho 04, 2004
De marronco pra Marronco
Só uma graçola que recebi num mail (adaptada por moi même):
"Sexta-feira - 18:58h - Avenida do Mar
Um carro parou no semáforo, em frente ao cais.
De imediato aparece um menino da caixinha, de mão estendida e voz trémula:
- Pur favuore, puode dare-me umei moedeinhas pra eue comere umai suandeees???
- Não!!! Já são sete da tarde e depois não jantas!!!"
:-P
"Sexta-feira - 18:58h - Avenida do Mar
Um carro parou no semáforo, em frente ao cais.
De imediato aparece um menino da caixinha, de mão estendida e voz trémula:
- Pur favuore, puode dare-me umei moedeinhas pra eue comere umai suandeees???
- Não!!! Já são sete da tarde e depois não jantas!!!"
:-P
Meio tutorial, meio e assim...
Dear Mary et all,
Há duas ou três formas de colocar aqui as imagens.
Uma das formas - que não usei - é fazê-lo através do Hello. É um programa que funciona com o Blogger e, pelo menos à primeira vista, é gratuito. Tens de te registar, fazer o download e usar. Suponho que não é complicado.
Eu optei por seguir as dicas que estão aqui. É um processo simples e rápido. Basta colocar - num post, por exemplo; pode ser também na template - um link específico, com um formato tipo este:
< img src="http://www.marysky.com/marysky.jpg" >. (Vai aqui e copia o que está a verde)
Este link é o caminho para a imagem que queres colocar. Para saberes esse caminho podes fazer assim:
1 - Vai até ao site onde está a foto;
2 - Sobre a foto, clicas com o botão direito do ratito e voltas a clicar em propriedades;
3 - Aí, onde está "Endereço: (URL)" seleccionas o "http://....";
4 - Faz uma cópia do texto seleccionado (botão direito + copiar);
5 - Voltas ao teu post;
6 - No lugar de "http://www.marysky.com/marysky.jpg" colocas o texto copiado;
7 - Ao publicares o teu Post, a imagem deverá aparecer no teu blog. Ou não! :-P
Este método tem, desde logo, um senão: se a imagem for retirada do site original, obviamente não aparecerá no nosso blog.
Enfim, provavelmente há mais formas de colocar aqui as nossas imagens preferidas, por isso, aqueles que conhecerem essas formas alternativas, por favor, deixem a vossa dica.
Há duas ou três formas de colocar aqui as imagens.
Uma das formas - que não usei - é fazê-lo através do Hello. É um programa que funciona com o Blogger e, pelo menos à primeira vista, é gratuito. Tens de te registar, fazer o download e usar. Suponho que não é complicado.
Eu optei por seguir as dicas que estão aqui. É um processo simples e rápido. Basta colocar - num post, por exemplo; pode ser também na template - um link específico, com um formato tipo este:
< img src="http://www.marysky.com/marysky.jpg" >. (Vai aqui e copia o que está a verde)
Este link é o caminho para a imagem que queres colocar. Para saberes esse caminho podes fazer assim:
1 - Vai até ao site onde está a foto;
2 - Sobre a foto, clicas com o botão direito do ratito e voltas a clicar em propriedades;
3 - Aí, onde está "Endereço: (URL)" seleccionas o "http://....";
4 - Faz uma cópia do texto seleccionado (botão direito + copiar);
5 - Voltas ao teu post;
6 - No lugar de "http://www.marysky.com/marysky.jpg" colocas o texto copiado;
7 - Ao publicares o teu Post, a imagem deverá aparecer no teu blog. Ou não! :-P
Este método tem, desde logo, um senão: se a imagem for retirada do site original, obviamente não aparecerá no nosso blog.
Enfim, provavelmente há mais formas de colocar aqui as nossas imagens preferidas, por isso, aqueles que conhecerem essas formas alternativas, por favor, deixem a vossa dica.
quinta-feira, junho 03, 2004
Olha
E não é que colocar imagens aqui é mesmo simples!...
Sim, ter um espaço próprio num outro servidor ajuda bastante. Coloco lá as fotos e deste lado só tenho de fazer o link. Faxonas!
Agora, vou poder presentear-vos com o que estes olhitos bem raiados de vermelho, de tão hiper-tensos, vão vendo através da minha Kodak DC4800.
Para vossa sorte ou... azar! Que se click! :-P
Sim, ter um espaço próprio num outro servidor ajuda bastante. Coloco lá as fotos e deste lado só tenho de fazer o link. Faxonas!
Agora, vou poder presentear-vos com o que estes olhitos bem raiados de vermelho, de tão hiper-tensos, vão vendo através da minha Kodak DC4800.
Para vossa sorte ou... azar! Que se click! :-P
quarta-feira, junho 02, 2004
Neptuno, le Roi
"A Travessa"
E, subitamente, fez-se cor.
Quer dizer... espero que se faça. Isto não é mais do que um teste.
E, subitamente, fez-se cor.
Quer dizer... espero que se faça. Isto não é mais do que um teste.
I wonder why?
Acho que a minha fama precede-me.
Depois do recente episódio em que fui visto a voar, de sorriso estampado, por uma sala de cinema (certamente por efeito dos ácidos...), não é que agora andam a boicotar-me e ninguém aparece às sessões a que pretendo ir?!?
Saí de casa para ver o Kill Bill: Vol. 2 e é com algum espanto que, ao chegar à bilheteira, oiço a menina dos tickets (que gordinha era!) me dizer:
Fofa - É melhor não comprar já o bilhete. Não se importa de aguardar mais um pouco?
Faltavam ainda dez minutos para as 21:00h e:
Fofa - Só passamos o filme com, pelos menos, três pessoas.
(Seria com três a assistir, a beijar-lhe os pés?...)
M - Mas eu, que vim daqui e dali, só para ver o filme e agora não me deixam? Bla, bla... E eu que sou balofo como três (apelava à misericórdia para com um semelhante)... e mais bla, bla, bla...
Fiz cara de... marronco e esperei.
Esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei e esperei.
Passados nove "esperei", lancei o ultimato:
M - Há filme ou não há filme?!? É que se não houver filme, pá.... eu, eu... vou-me já embora!
Bem, ninguém aparecia, a jovem anafadita encolhia os ombros e decidiu-se por ir falar com o homem das fitas - o tipo que põe o filme a andar, sei lá como se chama... :-P.
Esse, magnânimo, só me disse:
Fitas - É pra ver o filme, é pra ver o filme!
M - E nem precisa fazer intervalo!
E siga! Assim foi.
O isolamento a que estou confinado cumpriu-se e lá fiquei eu, só e sozinho, perante aquele ecrã gigante, estarrecido com a força da obra de Tarantino.
P.S. - Nem gosto de cobras nem nada, mas aquela Black Mamba... Boda! -se! :-P
Depois do recente episódio em que fui visto a voar, de sorriso estampado, por uma sala de cinema (certamente por efeito dos ácidos...), não é que agora andam a boicotar-me e ninguém aparece às sessões a que pretendo ir?!?
Saí de casa para ver o Kill Bill: Vol. 2 e é com algum espanto que, ao chegar à bilheteira, oiço a menina dos tickets (que gordinha era!) me dizer:
Fofa - É melhor não comprar já o bilhete. Não se importa de aguardar mais um pouco?
Faltavam ainda dez minutos para as 21:00h e:
Fofa - Só passamos o filme com, pelos menos, três pessoas.
(Seria com três a assistir, a beijar-lhe os pés?...)
M - Mas eu, que vim daqui e dali, só para ver o filme e agora não me deixam? Bla, bla... E eu que sou balofo como três (apelava à misericórdia para com um semelhante)... e mais bla, bla, bla...
Fiz cara de... marronco e esperei.
Esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei e esperei.
Passados nove "esperei", lancei o ultimato:
M - Há filme ou não há filme?!? É que se não houver filme, pá.... eu, eu... vou-me já embora!
Bem, ninguém aparecia, a jovem anafadita encolhia os ombros e decidiu-se por ir falar com o homem das fitas - o tipo que põe o filme a andar, sei lá como se chama... :-P.
Esse, magnânimo, só me disse:
Fitas - É pra ver o filme, é pra ver o filme!
M - E nem precisa fazer intervalo!
E siga! Assim foi.
O isolamento a que estou confinado cumpriu-se e lá fiquei eu, só e sozinho, perante aquele ecrã gigante, estarrecido com a força da obra de Tarantino.
P.S. - Nem gosto de cobras nem nada, mas aquela Black Mamba... Boda! -se! :-P
terça-feira, junho 01, 2004
Gugu Dada
Talvez por ser o dia delas (e isto ainda pode dar um post...) ou, muito provavelmente, por outra razão qualquer que não descortinei de imediato, as duas primeiras crianças com que me cruzei hoje estavam bem contentinhas.
Eram duas meninas, cada qual com os seus seis, sete anitos.
Ostentavam um sorriso radioso e cúmplice.
À porta da sua escola - que outrora já foi MINHA - divertiam-se empurrando os contentores verdes do lixo. Colocavam-nos bem alinhados na rua, junto à porta, afim de serem recolhidos pela nobre malta da salubridade.
1, 2, 3 contentores. Em passo de corrida despacharam um serviçozito para o qual, estranhamente(?), se terão oferecido para realizar.
Trás pás! And now for something...
É tudo tão simples, não é? Ora vejamos:
O que as pequenas faziam não era mais do que mandar para a rua toda a merda existente na escola. Ecologicamente acondicionada e separada, com certeza.
Desfaziam-se das impurezas do seu quotidiano e... naturalmente riam-se. Como se a sua alegria dependesse do exorcizar de todos os preconceitos que nós, supostos adultos(?), temos dificuldades de atirar cá para fora!
Elas foram práticas, rápidas e decididas. Com gosto o fizeram e, com prazer, irão ter um dia melhor.
Zás catrapás!
Free Willy, Babe!
Pás, pás, pás!
Levanta-te Marronco, tá na hora de ires trabalhar!
:-P
Eram duas meninas, cada qual com os seus seis, sete anitos.
Ostentavam um sorriso radioso e cúmplice.
À porta da sua escola - que outrora já foi MINHA - divertiam-se empurrando os contentores verdes do lixo. Colocavam-nos bem alinhados na rua, junto à porta, afim de serem recolhidos pela nobre malta da salubridade.
1, 2, 3 contentores. Em passo de corrida despacharam um serviçozito para o qual, estranhamente(?), se terão oferecido para realizar.
Trás pás! And now for something...
É tudo tão simples, não é? Ora vejamos:
O que as pequenas faziam não era mais do que mandar para a rua toda a merda existente na escola. Ecologicamente acondicionada e separada, com certeza.
Desfaziam-se das impurezas do seu quotidiano e... naturalmente riam-se. Como se a sua alegria dependesse do exorcizar de todos os preconceitos que nós, supostos adultos(?), temos dificuldades de atirar cá para fora!
Elas foram práticas, rápidas e decididas. Com gosto o fizeram e, com prazer, irão ter um dia melhor.
Zás catrapás!
Free Willy, Babe!
Pás, pás, pás!
Levanta-te Marronco, tá na hora de ires trabalhar!
:-P
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