quarta-feira, abril 28, 2004

Trânsito no Buraco Negro

Este Title dava um post. Um back-post!
Há cada uma... lado a lado, o do Rabo e agora este.
Enfim, diz-me em que montras páras, dir-te-ei quem és...
A luxúria e a insensatez tomaram conta de mim. Mas mais a luxúria.
Arf, arf, arf!

sexta-feira, abril 16, 2004

O Rabo da Burguesa

Oh shit! Como o tempo passa...
Já lá vão dois meses sem passar por aqui... E que saudades eu já tinha de vos ver!
E a este cenário: preto e branco, tal como seria a nossa vidinha sem o Snickers, a Bola de Berlim ou o Compal de Maracujá...
Enfim, deixem-me cumprimentar-vos: Olá Letras!
How do you do Mrs. A?
Olha-me, olha-me, afinal o B é uma B e está grávida! Com esse perfil mamudo e barrigudo, só pode...
Até a sacanita da S continua prontita para as curvas! eheh Que gira, pá! Oh boa!!! eheh
Foi fixe voltar. E, na verdade, não custou nada.
Só o Y e o W pareciam zangados por ainda não andarem por aqui. Mas, agora já aí estão. E a bold! (Riam-se meninos)
Oh shit! Como o tempo passa...
Está mesmo na hora de ir-me. Ou não (is). Mas, para regresso, parece-me suficiente. Ou não (bis).
P.S. - De "O Rabo da Burguesa" - esse filme XXX, de capa verde-ranho, com que tenho o prazer de me cruzar todos os dias - vos falarei mais tarde. Ou... (tris?!? eheh)

sábado, fevereiro 14, 2004

Sponsor down!

É a crise. O sistema. É o caraças!
Tragédia! Um dos meus tão bajulados "Sponsors" fechou.
Terá sido a gripe das galinhas? Com ovos a padecerem com 40º de febre, não era necessário estrelá-los, pois não Maria?
Ela foi fazer omoletes. Ovos moles ou gemadas. Sim, pois com tantos hóspedes, o pequeno almoço tem de ser reforçado. Oh Mary, faz lá o que tu quiseres, mas faz. Bem feitinho, né minina? ;-)
Cá para mim, não passa de um golpe publicitário. Já estou a ver um grande relançamento à escala da Graça. And now, for something completely different: "Ovos Estrelados, Maria's world wide mega super blog of the year!".
Os amigos, esses verdadeiros compinchas, agora começavam a gritar, em plenos pulmões: "Fica!, fica, fica!".
1, 2, 3... Ensaio.
Vai: "Fic..."
Não, não, não e não!! Parem, parem! eheh Tava a brincar. É uma perfeita estupidez. Ela não nos ouve. Dahhh!
Só a mim, é que niguém me leva este espaço. É baratucho, aproveitem. A password é fácil de decorar. E depois, podem sempre mudá-la. Ou não.
Olhó bloguiii, é fresquinhe!!!

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Altas e espadaúdas 1

Às mulheres, quero-as altas e espadaúdas!
Para lingrinhas, enfezado, já basto eu! Nos meus sonhos sempre fui GRANDE. Alto, muito, e forte. De costas largas, pernas maciças como pilares, tronco de aço e cabeça ornamentada de farta cabeleira negra.
Mas não. Deus, esse tirano, não me favoreceu. Não teve em conta as preces de minha mãe, nem o azar ao jogo de meu pai.
Não lhes trouxe um ariano. A zarolha da cegonha havia de carregar desde os subúrbios de Paris um raquítico latino, que de belo só tem o pesado colar de ouro que os familiares lhe enviaram da Venezuela. Não, a cruz é amarela, mas foi comprada a um cigano, ali para as bandas do Almirante Reis. Oiro não é, certamente.
Morenão-calhau, 1,63m, olhos castanhos-cócó e cabelo... nenhum.
Enfim, sou assim. O espelho não (me)engana. Mas, olhem, que é que um gajo há-de fazer? Pelo menos, não trago o cabelo repartido ao meio...
Tudo isto para vos dizer que a minha próxima, se houver, companheira terá de ter mais de 1,80m, 80 Kg e longos cabelos, até ao rabinho, mesmo.
Oh pá, tem de ser! Aquela coisa da analogia entre as mulheres e as sardinhas, comigo já não pega. Um macho que se preze, se não é grande coisa, tem de se fazer acompanhar por uma corpulenta matrona. Anafadita, que seja.
Já se deram ao gozo de observar uma lady com bochechas? Haverá algo mais engraçado?!? Uma senhora que, de tão alta, me dê sombra quando estou na paragem à espera do 19 da Horários... Oh lá lá!! ("Oh lá lá", com sotaque francês, p.f.)
Quero alguém que me faça entrar nas discotecas. Que me arraste à saída dos concorridos jogos do maior das ilhas. Que imponha respeitinho, mas que não me bata, claro.
Uma mulher que esteja nos antípodas da minha pessoa. Esperta, bonita e GRANDE.
Essa é que essa!
Candidatas, alinhem-se. Avancem sem receios ou preconceitos. O VOSSO Marronquinhozito piquinitito está aqui! Yuuuu! Aqui, junto ao vosso umbiguito.

to be continued...

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Miklos

Só a invejosa morte te poderia roubar tão expressivo sorriso.
FEHÉR Forever!
20-07-1979 - 25-01-2004

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Curioso

Um mail que recebi:

From : Duarte Mendonça
Sent : Monday, January 19, 2004 12:52 PM
To : anav50@hotmail.com, cteixeira35@hotmail.com, mallickaa@hotmail.com, esperanca_mendonca@hotmail.com, fatyfreitas@hotmail.com, drumas07@cabotv.com, joaojffigueira@hotmail.com, jmrodrigues67@hotmail.com, rmontes73@hotmail.com, begbie_@hotmail.com, freitas_laura@hotmail.com, luisacamacho@hotmail.com, macedo@netmadeira.com, a_filhota_xanax@hotmail.com, saomendonca@hotmail.com, sweetmaribel80@hotmail.com, nelz81@hotmail.com, ei98062@fe.up.pt, yogadeity@hotmail.com, Sara_Oh_Yeah@hotmail.com, soniaramos5@hotmail.com, sucasoares@hotmail.com
Subject : O natal(i) madeirense...

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Só...para quem perceber o sotaque...

É Natale, é Natale
Matança do porque
Noite do mercade
Brauas de méle
Maeissa do parte
(Outra maeissa) Maeissa do guale
Carne de vinha d'alhes
Canja de galeinha
Ui boles de méle
Iluminaçãoe nas riuas
Montage do pinheirinhe
Ei cabreinhas
Ei lapeinha
Ei lampareinas
Ui presêntes
Ui ausentes que venhem agora
Ei prendas
O Menine
Ei vaquinhas
O burre. O Joséa e a Mareia
Ui zanjes, ui zarcanjes e ui Rei Magues
A genebra. O aneiz escanchade
Ei bedeiras
Enfim(e), comuere e buere coma porques
Estepilha, come eu goste do Natale!



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Tired of spam? Get advanced junk mail protection with MSN 8.

quarta-feira, janeiro 14, 2004

Cintilante

...
Não faz sentido. Nada faz. Não faço. Vocês não me fazem sentido. Nem vos sinto.
Estão aí?
Porque escrevo? Pois, escrevem. Porque não. Porque sim.
Sentem-no porém?
Eu não.
Leio-vos. Mas, não me fazem suar. Nem sorrir. Nem sequer pestanejar.
Sem partilha ou abertura. Saio, entro, fecho. -me.
E ninguém soube. Cantei e chorei, diverti-me e morrerei. Quem sabe? Souberam?
Expressões. De pesar. De contentamento. Satisfação ou aborrecimento. Fiéis?
Que escondo? Escondem-se. De mim? De ti? Dos próprios, pois então. Do próprio, singular.
Que escrevo? Que me interessa?...
Não escrevo.
Ah, escrevo! Descrevo. Enredo. Male. Desvario. Bruxedo.
Liberto. -me.
Voo. Subo. Sempre, sempre, sempre. E pairo.
Desasado, caio. Lenta e docemente. Que do repelão não se faz a gente.
Em lençóis me encosto. Sossego. Eu. Só.
Em paz, repouso. Nem cego, nem bruto, eu repouso.
Adormeço. E deixo-me sentir.
Reticências, outra vez.

domingo, dezembro 14, 2003

P.S. do P. Anterior

E aeinda:
Pickles caseires.
Ai, aqueleas fateias de pão freitas no molhe da carne de vinhe e alhes! Ai....
Lembrem-se de mais coiseinhas bauas?

Esclairecimiento:
Os buzies: São para chamarem eis pessauas pras meissas. Buzies para assoprar, piquena!

quinta-feira, dezembro 11, 2003

É Natale, é Natale

Matança do porque.
Noite do mercade.
Broas (por favor, leia-se: brauas) de mele.
Meissa do parte.
(Outra meissa) Meissa do gualo.
Carne de vinhe e alhes.
Canja de galeinha.
Uis boles de mele.
Iluminaçãoe nas reuas.
Montage do pinheirinhe.
Eis cabreinhas.
A lapeinha.
Eis lampareinas.
Uis presêntes.
Uis ausentes que venhem aguora.
Eis prendas.
Buzies.
O Menine.
Eis vaquinhas.
O burre. O Joséa e a Mareia.
Anjes, arcanjes e uis Rei Magues.
A genebra. O aneiz.
Eis bedeiras.
Enfim(e), comuere e bebere.
Estepilha, come eu goste do Natale!

quarta-feira, dezembro 10, 2003

T minus

T -1 day to the Marronco's return...
Or not!
:-P

terça-feira, novembro 11, 2003

I had a dream

Ela para a outra:
- Mas que gajo bom! Vamos meter conversa com ele."
As duas:
- "Ihihih"
Ela, a mesma, para ele:
- "Olá bonzão! Tens cara de Marronco. Que idade tens?"
Marronco:
- "Tenho 30, redondos."
Ela, semicerrando os grandes olhos verdes e abrindo um belo sorriso:
- "Como eu gosto de gorduchos... ih!!"
Marronco:
- "Pois, sou gordo... O que queria dizer é que não tenho nem 29, nem 31. Tenho 30 anos!"
A outra:
- "Dasse, que velhadas!"
Ela:
- "Tchau!!!"
Marronco:
- "Prazer em conhecer-vos. Querem ser minhas amigas?..."
Elas afastaram-se. Mas tinham bons rabos, lá isso tinham.

Não dá

À hora de almoço não dá para escrever...
Mas apetecia-me.
Não quero ir trabalhar.
Mas vou, claro que vou.
Hoje, e só hoje, queria ficar a ronronar depois do almoço. Ora, isso é que era!
Até está um dia cinzentão...
Mas o tempo voa. Pois, ninguém sabe para onde. Deve voar, para lá...
Cinco minutitos dispensados aqui para vos dizer que estou vivo. Este blog, nem por isso.
Beijos e abraços, conforme vos aprouver.
O sempre Vosso
Marronco

domingo, novembro 02, 2003

Esqueci-me de pôr um título. Ou não.

Raios me partam! Mas devagar, por favor. Tá, Sr. Raio?
Pensei escrever sobre porcos. Tinha a ver com muçulmanos e virgens...
Já me ocorreu uma prosa sobre a constatação de que tudo aquilo que tive de valor ou aspiro ter, ser artigo... em segunda mão. Sim, mulheres incluídas.
Queria desistir do blog.
Não quero desistir, por agora.
Tenho andado meio apanhado da corneta. Estou mais extrovertido. Das profundezas do crânio soam palavrões. À la Pipi, mesmo!
Se falo mais, não sinto necessidade de escrever.
Mas tenho escrito. Pequenos artigos para páginas web. Nada de estimulante. Mas dá uns trocados, o que é bom.
Nos tempos livres, não me apetece partilhar o meu espaço. Quero refugiar-me no discman. Dormir. Ou adormecer, ouvindo uns cd's, sempre no discman.
Enfim, as semanas passam e continuo a marroncar.
Ah! Estou farto de formação! C'um caraças! A partir de amanhã, serão mais sete tardes a estoirar a paciência, com um formador a ensinar-me o que não quero aprender.
Mas, acreditem, também há coisas boas. Só que essas, as boas, não despertam o nosso interesse. Não falo, claro, das “boazonas”! eheh Que a virilidade ainda abunda por aqui.
Algum dos GRANDES filmes que vos marcaram eram comédias? Pois... Por acaso, para mim, até há um filme-só-pa-rir-super-faxonas que nunca esqueci: "Top Secret". Uma pérola. Mas é o único. Ou não. Who cares?
Olhem, já escrevi! Vou dar uma única revisão e "postar" já.
Revisto.
"Postado".

quinta-feira, outubro 23, 2003

Estes humanos são doidos!

Estupefacto fiquei!
- Em casa, para almoçar;
- Notícias, às 13:00h, RTP 1, Jornal da Tarde;
A história:
- Estados Unidos da América - Estado da Flórida;
- Há alguns anos, um semi-fulminante ataque cardíaco transforma uma bela mulher (são todas, pois são!) num verdadeiro vegetal (não, Srs. da Quercus, não tenho nada contra os Vossos vegetais);
- Cerebral e fisicamente está K.O.;
- Encontra-se totalmente dependente de terceiros;
- Ingerir hamburguers, papinhas Nestum ou bacalhau à Gomes de Sá, só mesmo através de um tubinho, que faz ligação directa ao estômago.
Seguindo:
- A infeliz expressou (como? boa questão...) vontade de deixar de viver.
Normal, não acham?!? Adiante:
- Um tribunal decide que ela, devidamente assistida por médicos, pode exercer o direito de terminar com a sua própria vida.
Para o juiz, a dita cuja pode morrer à vontade. “Desde que não me suje a sala de audiências! Quero é se lixem todos! Hoje ainda é Quarta-feira e a Okzana só me vem fazer as limpezas ao Sábado!”, desabafou o Meritíssimo perante os jornalistas presentes.
Método escolhido para provocar-lhe a morte:
(Perdoem-me, mas tenho de dar uma grande gargalhada: AHAHAHAHAHAHAHAH!!! É do nervoso. Mas passa.)
- A solução passava (porque, até ver, por intervenção do Governador do Estado da Flórida já não vai passar) por, simplesmente, não a alimentarem! Sim, os Srs. Drs. Médicos estimaram que a triste senhora não resistiria mais de quinze dias(!!!) sem se alimentar! Cortavam-lhe o rancho e... zimba! R.I.P. Nem mais. Quem se havia de lembrar...
Não acham chocante? Tantos anos a estudar medicina para propor uma solução tão óbvia?!? E onde pára o humor, hem???
Então não seria melhor dar-lhe uma pancadaria e atirá-la, na maca, pela escada abaixo?
Ou sufocá-la com o teddy bear que guardava desde a infância?
Ligar-lhe o tubo da comida a uma garrafa com hélio (é o gás dos balões, não é?) e lançá-la na atmosfera? Isso é que era!
Ou... (imaginem vocês, que este é um blog interactivo!)
Eu próprio lhe teria enviado uma cassetezita com os Greatest Hits do Roberto Leal, para que a ouvisse non-stop, até ao último suspiro.
Deus (esse grande malandro, pá!) nos livre! Qualquer coisa seria menos cruel...
O que me vale é que ainda julgo (espero!) não ter compreendido bem o teor da reportagem. Mas, só o pensar na possibilidade de tal acontecer, deu-me vontade de escrever.
Amigos e amigas, azar!

sexta-feira, outubro 17, 2003

aicnêicaP aD

.ossuR ecerap ohlepse oA - .S.P
!aicnêicaP .sassov sedaduas ahnit áj :agid sov euq em-mexied E
!lam a avel méugnin ,lataN esauq É
.asorp ad esseretnised o odnimussa omseM .asioc reuqlauq sov-rezid a odanoisserp etnemlarom em-aitnes saM .revercse arap etnasseretni ed adan ahnit oãn ,odnuf oN
.laM .aid-a-aid orieuqirroc uem od oidósipe osorbenet mu ratnoc sov rop essatpo es airacif laM
.aireS .4002 arap odatsE ed otnemaçrO odadaflam o erbos uo apaP od odacifitnop ed sona ocnic etniv so erbos oãinipo ahnim a rad odicerroba etnemlaugi aireS
.oãN .anamuh açar ad azerutan a erbos uo adiv ad oditnes o erbos oãçatressid agnol amu racoloc iuqa essof es adaip ahnit oãN
.ejoh ivercse etnemadrusba oãt euq o rinrecsid ed avitatnet an sotunim sosoicerp snugla ed ridnicserp maratieca euq seleuqa arap AJAH MEB ednarg mU

domingo, outubro 05, 2003

Do retiro

Estou no Convento de Santa Clara, em retiro espiritual.
Aproveitei a hora da missa para vir ao pc da sacristia e actualizar este meu blog. Espero não estar a cometer um sacrilégio. Não, não é por actualizar o blog. É por ter descoberto que a homepage do I.E. está definida para o playgirl.com. Se ainda fosse a playboy... Oh, meu Deus!
Ok. Estou vivo.
E quase no céu.
Oremos.
Ou não.

quinta-feira, setembro 25, 2003

:-)

O Marronco voltou, hoje, à vida nocturna.
Não a vida nocturna das tascas, esplanadas, bordéis ou casas de alterne (que estão em alta neste blog!), discotecas e afins.
É trabalho nocturno. Puro e duro! Físico. Feito com acidental sangue, suor, muito suor e também lágrimas.
Trabalho com jovens. Ou, com maior correcção, trata-se aqui de pôr jovens a trabalhar.
Jovens rapazes. Muitos. Mais de dez. Muitos jovens rapazes que gostam do que fazem. Ou julgam que gostam. Pelo menos, afirmam-no.
E eu também gosto do que faço. Faço-os ficarem extenuados. Faço-os lançarem-me olhares gélidos e distantes. Ah, ah, ah, ah (com sarcasmo e eco, por favor)!!! Razão, têm-na eles. Chego por vezes a ser cruel. Sem orgulho, assumo-o.
Amanhã, voltam. Eles voltam. Quase sempre. E regressam com um sorriso. Como se de bons filhos se tratassem, retornam para mais do mesmo. Para ficarem de rastos. Não é giro?
“Porque o fazem?”, pergunto-me eu, já sabendo a resposta.
Três “R”s (como preferirem, “erres” ou “res”):
“R” de Respeito. Não, não me respeitam. Ou melhor, não é por me respeitarem que lá voltam. Respeitam-se. Respeitamo-nos.
“R” de Reconhecimento. Todos cumprimos papéis. Não sou eu a estrela da companhia. Eu sei. Eles talvez não se apercebam disso. Mas assim é. Acham-me “importante”. Vamos à raiz da questão: sem eles... eu não o era. No contexto, não existia. Claro, não lhes digo isto todos os dias...
“R” de Rir. Mais que o melhor remédio, rir é a prevenção. É a mistura de um cházinho quente com o colocar de uma mantinha sobre os pés frios, antevendo-se a chegada de uma gripe. Quem sabe, talvez a dita não nos arrelie.
Rir-se de... Rir-se com... Rir. Provocar um riso. Nem que seja um sorriso. Sinceramente, poucas coisas me dão mais gozo do que provocar um sorriso. Rimo-nos. Juntos. De mim, muitas vezes. Quando se riem de mim, estamos ao mesmo nível. Eles crescem. O colocarem-me em situações embaraçosas incha-lhes o ego. Eu, encolho-me e rendo-me às evidências, rindo com eles. Na diferença, somos iguais.
Já sabem aquela da galinha ninfomaníaca?
Aprendeu a nadar, só para ir aos patos.

terça-feira, setembro 23, 2003

De Hoje a Marte

Hoje foi um dia triste. Não triste de tristeza, mas um triste de tudo fazer sem o menor prazer. Nem a escrever se me sinto bem. Nunca mais é Quarta! Bolas!
Cá vai...
O meu Avô (com letra grande, sim) partiu há poucos dias rumo ao maior bordel do Universo. Marte. O planeta. Como todos sabem, dos planetas o vermelho.
Ora, vejamos se assim não é:
- Todas as casas de meninas têm decoração em tom carmim;
- Os homens (com letra pequena, saliente-se) frequentam casas de meninas;
- Os homens estão loucos para chegar a Marte, vivos;
- Logo, Marte é o "Jaguar" do Universo.
Marte, vermelho e branco (branco não é, mas lá que fica bem-fica!), está a dois terços do percurso entre a nossa Terra e o Paraíso.
Estou certo que o meu Avô reservou, pelo seu comportamento irrepreensível durante a sua vivência terráquea, um cantinho nesse famigerado lugar.
Deixou-nos, ele.
Bon vivant como também era, deixou-se entrar na primeira porta entreaberta que na via láctea encontrou e por lá deve ter ficado. Deve ter ido parar ao Banana’s lá do sítio. Picadinho e açorda, bem quente, a qualquer hora. Ninguém resiste.
Não ouviram falar naquela coisa do planeta vermelho estar mais próximo de nós? Acontece de quantos em quantos anos? Pois é. Acreditam em acasos, no destino? Fenómeno raro era também esse Senhor. A viagem foi encurtada. Isso é que foi. Estavam desejosos de o receber. Como os compreendo.
Ele que sempre nos ensinou a procurar e a disfrutar as coisas boa da vida, devia saber do que falava. Ou não. Mas criava-nos o gosto.
Eu, cá por mim, gosto de pensar que ele está num sítio assim. Gosto!
Viúvo por duas vezes, gostava de mulheres.
Sempre gostou do convívio. Das festas. Do bom vinho. De cantar e bailar.
Um bordel podia ser uma solução. Ou se calhar não. Talvez seja demasiado ordinário. Mas hoje apetece-me pensar que entre um “Fugitivo” e uma estância de férias em Bora-Bora há pouca diferença. Apetece-me. E insisto no bordel. Pronto.
Adorava ler. Adorava a música. Adorava-nos.
Nasceu a 23 de Setembro.
GRANDE.
Mas o dia melhorou no fim. Duas garrafas de bom vinho para três (a última era um Vega, do Douro, de 1997), em seio familiar e tudo se dissipou.
Se beber, não escreva. Quem vos avisa, Marronco é.

quarta-feira, setembro 17, 2003

Dos sponsors

Decidi. Este espaço passou a ter patrocínio.
Após aturadas diligências mentais, concluí que era tempo de começar a fazer render a inata arte de bem fazer perder tempo aos estimados frequentadores deste antro de insignificâncias.
Também por aqui, há que facturar. Eu, muito contra-vontade dos meus leitores, Marronco, arrepiei caminho e parti em busca de blogs abastados de interesse.
Blog aqui, blog ali, blog acolá adiante, blog ali além. Impunemente vasculhei vários. Seleccionei dois.
Duas vítimas do meu interesse. Todos os dias lá vou. Olhem, sou fã. Azar!
A negociação foi fácil. Não consultei os seus autores, en passant diga-se que são duas belíssimas bloggers, o que, desde logo, me livrou dos caprichos da vontade feminina.
Zimba! Escolhi e... bico.
Contrapartidas? Houve, claro. Em troca da concessão, em exclusivo, do espaço publicitário neste meu blog, garanti o privilegiado direito de, durante a próxima década, calcorrear gratuitamente aquelas mega-produções tão cuidadosamente escritas. Não acham uma pechincha? Nem no mercado da Penteada se conseguia melhor. Garanto-vos.

sexta-feira, setembro 12, 2003

Da razão de ser deste blog - 1

Eu, ganda Marronco, me confesso. Ainda não sei que linha editorial adoptar para este nobre espaço.
O facto deste blog não ter autor completamente anónimo (sim, pois existem, por terras da metrópole, duas princesas que muito venero e que sabem do endereço desta pérola do reino bloguístico) coloca-me perante o eterno problema do “dar-me a conhecer”. Eu, que tanto gosto de enroscar-me nos meus novelos e fazer do meu dia-a-dia um tremendo emaranhado de pensamentos, palavras, actos e omissões (tal qual como na Santa Missa, acho eu), vejo-me constrangido perante o expor das minhas convicções (se as tenho...) perante um tal público sedento de ler sobre temas interessantes.
And now, for something completely different:
Já agora, menina Maria Papoila, talvez não seja desajustado solicitar-lhe, na sequência destas minhas palavras, o obséquio de corrigir no Vosso blog (Ovos Estrelados, são do melhor! passe-se a publicidade) a denominação do link que reenvia todos os incautos para esta minha página. Que coisa é essa d’O Montes? Um link desses devia direccionar-nos para um site mantido por um clube de eco-fanáticos ou para a página de um qualquer gordo-caixa-de-óculos-e-careca-com-manias-de-espertinho. Não sendo assim, chamar-lhe “O Montes” só irá defraudar expectativas.
For something completely different, again:
Tenho sempre à mão o bendito slogan “falar? gosto mais de ouvir” que, devidamente fundamentado, uso, normalmente com bons resultados, sempre que me é proposto abrir-me ao mundo exterior. E os que me conhecem sabem bem que assim é. Do Marronco poucos sabem. Digo-o quase com uma pontinha de absurdo orgulho.
Sou dono de umas belas orelhitas que sobressaem deste melão em forma de cabeça e que se tornam bastante acolhedoras para quem precisa de ser ouvido.
Sim, porque este fenómeno dos blogs deverá ter muito mais a ver com o facto de ser bastante mais difícil encontrarmos quem realmente nos oiça, do que propriamente arranjarmos alguém com quem conversarmos. Parece-me diferente. Conversar pressupõe troca. De palavras, de conteúdos. É fácil. Abro-me em conversa, na mesma medida em que tu também o faças. Mantemos o equilíbrio, trocamos impressões, sensações, informações, enfim discutimos. Ficamos reconfortados? Talvez.
Ao prazer de ser-se ouvinte junta-se o alívio de que quem precisa de ser ouvido. Muitos de nós não precisamos da troca. Necessitamos realmente de fazer-nos ouvir. Sem termos respostas. Só falar. Sem mais. Saber que há alguém que nos ouve, compreendendo-nos ou não, concordando ou não connosco, mas que se limita a ouvir, é muito tranquilizador.
Bem, mas então falar para uma parede também pode servir? Não. A parede não nos ouve. Não pisca os olhos. Não coça o queixo. Não afaga a barba.
Gritar do alto de uma montanha será suficiente? Não. Há sempre risco do Sr. Eco estar presente e nós não estamos sensibilizados para nos ouvirmos a nós próprios. Não queremos ouvir as nossas ladaínhas.
É preciso alguém. Um ouvinte. Que retenha. Somente. Que nos convide para uma Guiness na ressaca desse momento de extroversão.
Aqui, que ninguém nos ouve, estamos preparados para ouvir?
Como de um blog se trata, gostava que me estivessem a ler. Não precisam comentar.